Gaeco deflagra operação contra milícia na Baixada Fluminense; policial civil é preso
Uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio prendeu, nesta terça-feira, quatro pessoas em uma ação contra uma milícia que age nos municípios de Belford Roxo e Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Entre os detidos está o policial civil Jaime Rubem Provençano, lotado na Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE). A operação, denominada Golden Head, conta com o apoio das corregedorias das Polícias Civil e Militar.
O policial militar Gilmar Carneiro dos Santos, conhecido como Professor Gilmar, do 39º BPM (Belford Roxo), também é alvo da ação e ainda não foi encontrado. Ambos os policiais são suspeitos de vazar informações sobre operações e de dar suporte às atividades do grupo criminoso. Ao todo, 13 pessoas foram denunciadas à Justiça pelo Gaeco, e todas tiveram a prisão preventiva decretada, respondendo pelo crime de constituição de milícia privada.
As diligências ocorrem em diversos endereços, incluindo bairros da Zona Sudoeste do Rio, além de Belford Roxo e Duque de Caxias, e também em unidades prisionais. A Polícia Civil confirmou que mandados de prisão e de busca e apreensão foram cumpridos contra o agente denunciado e que as diligências estão em andamento. A Polícia Militar informou que o policial militar cedido à Secretaria estadual de Governo será encaminhado à Unidade Prisional da corporação após a prisão e responderá a um procedimento administrativo disciplinar.
Investigação aponta para chefes da milícia operando de dentro da cadeia
A investigação do Gaeco revelou que os líderes da milícia são Diego dos Santos Souza, o Cabeça de Ouro, e Carlos Adriano Pereira Evaristo, o Carlinhos da Padaria. Segundo os promotores, ambos comandavam as ações do grupo criminoso mesmo estando presos. Angelo Adriano de Jesus Guarany, o Magrinho, é apontado como o responsável pela cobrança de taxas e pela articulação da comunicação entre os chefes e os cobradores nas ruas.
Milícia praticava extorsões, torturas e execuções na Baixada Fluminense
O grupo paramilitar é acusado de cometer extorsões contra comerciantes e mototaxistas, além de registros de torturas, execuções e disputas armadas por território. A atuação criminosa se concentrava nos bairros Wona, Lote XV e Vale das Mangueiras, em Belford Roxo, e no bairro Pantanal, em Duque de Caxias.
Gaeco reúne provas de controle financeiro e comunicação entre milicianos
As investigações reuniram provas robustas sobre a existência de controle financeiro, prestação de contas e ordens transmitidas por mensagens entre os integrantes da milícia. A apuração também identificou disputas armadas com grupos rivais, traições, coações de integrantes e planejamento de ataques, evidenciando a estrutura e a operação complexa do grupo criminoso.
Fonte: g1.globo.com
