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Operação Tredo: Dois PMs, incluindo do Bope, são presos no RJ por vazar informações sobre operações ao Comando Vermelho

Operação Tredo desarticula rede de vazamento de informações para o Comando Vermelho no RJ A Polícia Federal deflagrou, nesta segunda-feira (8), a Operação Tredo, que resultou na prisão de dois sargentos da Polícia Militar, um deles lotado no Batalhão de Operações Especiais (Bope). A ação investiga o vazamento de informações sobre operações policiais para a […]

Resumo

Operação Tredo desarticula rede de vazamento de informações para o Comando Vermelho no RJ

A Polícia Federal deflagrou, nesta segunda-feira (8), a Operação Tredo, que resultou na prisão de dois sargentos da Polícia Militar, um deles lotado no Batalhão de Operações Especiais (Bope). A ação investiga o vazamento de informações sobre operações policiais para a facção criminosa Comando Vermelho.

A investigação aponta que os policiais presos repassavam dados sigilosos a lideranças do CV, comprometendo o planejamento e a execução de ações de segurança pública em comunidades dominadas pela facção. Um dos presos, sargento do Bope, era responsável por escalar as equipes que atuariam em tais operações.

A Operação Tredo, cujo nome significa “traidor”, é parte da Missão Redentor 2, um esforço contínuo da PF para desarticular organizações criminosas no Rio de Janeiro. Os detalhes foram divulgados pela Polícia Federal.

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Detenções e apreensões no Rio e Baixada Fluminense

Um dos sargentos foi detido na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio, e o outro em Mesquita, na Baixada Fluminense. Este último tentou fugir ao avistar os agentes da PF, mas foi capturado em Parada de Lucas, também na Zona Norte.

Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de prisão temporária e seis de busca e apreensão, expedidos pela 3ª Vara Especializada em Organização Criminosa do Rio de Janeiro. Três veículos e aparelhos celulares dos suspeitos foram apreendidos.

Origem da investigação e crimes investigados

As investigações tiveram início com o compartilhamento de informações sobre um militar da Marinha que fornecia drones e treinamento para o CV. A partir daí, a PF identificou policiais militares envolvidos no repasse de dados à facção.

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Os presos deverão responder por crimes como associação para organização criminosa armada, corrupção passiva e ativa, homicídio, tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo e violação de sigilo funcional.

Posicionamento da Polícia Militar

A Polícia Militar informou que a Corregedoria Geral da Corporação acompanha o caso e instaurou uma apuração interna para investigar os fatos e adotar as medidas disciplinares cabíveis. A corporação afirmou atuar “de forma firme e transparente no combate a desvios individuais” e colaborar com os órgãos de investigação.

Fonte: g1

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