Investigação policial sobre lista sexista em escola particular do Rio de Janeiro
A Polícia Civil do Rio de Janeiro abriu um inquérito para apurar a criação de uma lista com conteúdo de cunho sexual que cita cerca de 60 alunas de uma conceituada escola particular na zona oeste da cidade. A Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV) é a responsável pela investigação.
O material, que classificava as estudantes em categorias consideradas ofensivas como “nem olharia” e “bêbado vai”, teria sido produzido por alunos do Colégio Cruzeiro, localizado em Jacarepaguá. A divulgação da lista em formato online chamou a atenção da direção da escola.
Ao tomar conhecimento do ocorrido, a instituição de ensino agiu prontamente, registrando um boletim de ocorrência e solicitando a remoção do conteúdo da plataforma onde estava hospedado, o que já foi efetuado. Conforme informação divulgada pela escola.
Colégio Cruzeiro se pronuncia e oferece suporte às alunas
Em nota oficial, o Colégio Cruzeiro informou que alertou as famílias dos alunos e iniciou um protocolo de apoio integral às estudantes mencionadas na lista e seus respectivos familiares. A escola reafirmou seu compromisso com os princípios e valores educacionais.
“Com base nos princípios e valores educacionais, a escola permanece atenta às medidas pedagógicas que lhe cabem para o zelo e preservação do ambiente formativo. Quanto à autoria e punição, no âmbito penal, salientamos que as autoridades competentes estão cumprindo o seu papel investigativo”, declarou o Colégio Cruzeiro em comunicado à imprensa.
Autoridades buscam identificar responsáveis pela lista
A investigação policial visa identificar os autores da lista e as circunstâncias em que o material foi produzido e divulgado. A escola tem colaborado ativamente com as autoridades, fornecendo informações e suporte para a apuração dos fatos.
O caso reacende o debate sobre o assédio online e o cyberbullying entre jovens, destacando a importância da conscientização e da ação rápida das instituições de ensino e das famílias para coibir tais práticas e garantir um ambiente escolar seguro e respeitoso para todos.
Fonte: G1
