Ricardo Couto defende estabilidade no cargo de governador do RJ e nega pretensões políticas

Ricardo Couto defende estabilidade no cargo de governador do RJ e nega pretensões políticas

Couto avalia permanência no governo do Rio como decisão pela estabilidade O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, defendeu sua permanência à frente do Executivo estadual, destacando que o Supremo Tribunal Federal (STF) priorizou a estabilidade ao tomar essa decisão. Durante um encontro com empresários na Zona Sul do Rio, Couto reiterou […]

Resumo

Couto avalia permanência no governo do Rio como decisão pela estabilidade

O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, defendeu sua permanência à frente do Executivo estadual, destacando que o Supremo Tribunal Federal (STF) priorizou a estabilidade ao tomar essa decisão. Durante um encontro com empresários na Zona Sul do Rio, Couto reiterou que não possui qualquer pretensão política ou eleitoral.

A declaração surge após o ministro do STF Luiz Fux rejeitar, no final de maio, um pedido para que o deputado estadual Douglas Ruas assumisse interinamente o governo. Couto argumentou que a posse de Ruas traria uma insegurança significativa, e que a decisão do STF até o momento foi pela segurança jurídica e administrativa do estado.

O Rio de Janeiro vive uma situação inédita de dupla vacância nos cargos que compõem a linha sucessória. Couto assumiu após a renúncia de Cláudio Castro em março, em um cenário onde tanto o cargo de vice-governador quanto o de presidente da Assembleia Legislativa (Alerj) estavam vagos. Sem essas posições preenchidas, a responsabilidade de assumir o Executivo recai sobre o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, função que Couto exercia na época.

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Desembargador nega ambições políticas e foca na gestão

Ricardo Couto fez questão de reforçar que não é um político e que não nutre ambições eleitorais. Ele participou do evento com empresários para compartilhar reflexões sobre a conjuntura atual do estado. “Não sou político. Todos sabem. Não tenho pretensão nenhuma de me lançar na política”, declarou, enfatizando seu papel como gestor.

O STF ainda definirá o método de eleição para o mandato-tampão ao governo do Rio, decidindo entre pleito direto (voto popular) ou indireto (voto dos deputados estaduais). O julgamento está em andamento, e a Corte determinou que Couto permaneça no cargo até a conclusão da análise da ação.

Couto confessou que, ao assumir interinamente, esperava ficar no cargo por poucos dias. Contudo, diante da perspectiva de uma permanência mais prolongada, adaptou sua atuação. “Hoje a previsão seria de [permanecer] 90 dias ou mais”, afirmou, autodenominando-se um governador “com força institucional”, apesar de reconhecer a natureza transitória de sua posição.

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Críticas à influência política na máquina pública

Em tom descontraído, o desembargador comparou sua situação inusitada à do Botafogo, time do qual é torcedor, brincando com a ideia de que “coisas que só acontecem com o Rio e com o Botafogo”.

Durante o evento, Couto também teceu críticas indiretas ao modelo de funcionamento da máquina pública e à influência política na ocupação de cargos, citando a interferência de deputados nas secretarias estaduais. “Conversando com alguns deputados, recebi a seguinte informação ‘a secretaria tal é minha’. Essa modalidade de gestão está certa? Quem é o gestor? É o chefe do Executivo ou é o Legislativo?”, questionou.

Ele considera que este é um problema que transcende as fronteiras do Rio de Janeiro, afetando também municípios e a União. “Temos que refletir até onde há captura do chefe do Executivo pelo Parlamento”, alertou.

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Meta de superávit e reestruturação fiscal

O governador em exercício anunciou a meta de deixar o governo com um superávit de R$ 5 bilhões, em um esforço para reverter o déficit projetado de R$ 19 bilhões para 2026. “Eu não sei se nós vamos conseguir. Estabeleci uma meta ousada para pelo menos chegar a R$ 1 bilhão”, acrescentou.

O secretário estadual de Fazenda, Guilherme Mercêdes, reconheceu a ousadia da meta, mas destacou que o Executivo implementou mais de 30 ações para reverter o quadro fiscal negativo. “A meta, sem dúvida nenhuma, é ousada. Mas a gente está trabalhando em um amplo conjunto de frentes”, disse.

Fonte: G1

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