Zema minimiza divergências e reafirma críticas a Flávio Bolsonaro
O pré-candidato à Presidência pelo Novo, Romeu Zema, minimizou a declaração de Eduardo Bolsonaro sobre um possível rompimento entre PL e Novo, afirmando que os partidos seguem aliados em diversos estados. Em evento no Rio de Janeiro, Zema também voltou a criticar a relação do senador Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro, a quem chamou de “banqueiro bandido”.
Zema tratou a manifestação de Eduardo Bolsonaro como um comentário isolado, destacando a continuidade da cooperação entre as legendas em âmbito estadual. Ele também projetou a união da direita em um eventual segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), comparando o cenário eleitoral brasileiro ao recente pleito chileno.
Ao abordar novamente a polêmica envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, Zema reiterou sua posição, afirmando que nunca se reuniu com o banqueiro durante sua gestão como governador de Minas Gerais. O pré-candidato ressaltou que sua postura em relação ao episódio não mudará e que a disputa eleitoral definirá o representante da direita no segundo turno.
Zema defende medidas impopulares e “choques” para o país
Em relação a um eventual governo, Romeu Zema declarou estar disposto a tomar medidas impopulares, mesmo que isso comprometa uma futura reeleição. Citando o ex-presidente Michel Temer como exemplo, Zema afirmou que sua missão seria colocar o país “no rumo certo”, priorizando a correção das contas públicas.
Ele anunciou a intenção de implementar três “choques” simultâneos no país: moral e ético, contra a gastança do governo Lula e do PT, e contra a criminalidade. Zema acredita que o equilíbrio das contas públicas permitirá ampliar investimentos em áreas essenciais como educação, infraestrutura e saúde.
Propostas para o Congresso, STF e privatizações
O pré-candidato expressou confiança em uma maior representação da direita no Congresso e sinalizou o desejo pelo impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo Zema, o eleitorado cobra dos parlamentares o afastamento de ministros da Corte.
Zema defendeu também uma agenda de privatizações, argumentando que empresas estatais são frequentemente utilizadas para fins políticos e que os recursos obtidos com a venda deveriam ser direcionados para a redução da dívida pública. Ele citou a venda de 117 empresas em Minas Gerais durante sua gestão como exemplo.
Reforma do Bolsa Família e foco em qualificação
Ao abordar o programa Bolsa Família, Romeu Zema propôs uma revisão para reduzir despesas, criticando a situação de homens que recebem o benefício sem buscar qualificação ou emprego. Ele alertou para a formação de uma “geração de imprestáveis”.
Zema defende que o recebimento do benefício seja condicionado à frequência em cursos de ensino médio ou qualificação profissional, quando disponíveis, e maior fiscalização da frequência escolar de crianças beneficiárias. O objetivo é criar uma “porta de saída” e otimizar o uso de recursos públicos.
Fonte: g1.globo.com
