Polícia investiga agressão a idoso em Copacabana, vítima relata motivação política
A Polícia Civil do Rio de Janeiro está investigando a agressão sofrida por Mauro Figueiredo Rocha Dias da Costa, de 69 anos, na noite de quinta-feira, em Copacabana, Zona Sul do Rio. Segundo o relato da vítima à polícia, o ataque teria sido motivado por razões políticas. Ele afirma que os agressores o abordaram após identificarem um adesivo da deputada federal Benedita da Silva (PT) em sua bolsa.
O caso foi registrado inicialmente na 12ª DP (Copacabana) e transferido para a 14ª DP (Leblon), que ficará responsável pelas investigações. Mauro foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) para realizar exame de corpo de delito. Em nota, a Polícia Civil informou que diligências estão em andamento para esclarecer os fatos.
De acordo com o boletim de ocorrência, Mauro chegava ao prédio onde mora, na Rua Ministro Viveiros de Castro, por volta das 22h40, quando foi abordado por três pessoas: um homem vestido de terno e duas mulheres descritas por ele como tendo porte físico semelhante ao de lutadoras. O grupo teria começado a proferir ameaças e ofensas de cunho político e religioso, chegando a arrancar um terço que a vítima usava no pescoço.
Relato da agressão e pedido de ajuda
Mauro relatou que uma das mulheres o imobilizou com um golpe conhecido como “mata-leão”, enquanto o homem desferia socos em seu rosto. As agressões teriam durado cerca de cinco minutos, em frente ao portão do edifício. A vítima afirmou que pediu ajuda ao porteiro do prédio, que estaria próximo ao local, mas o acesso não foi liberado durante o ataque. As agressões só cessaram quando um homem que passava pela rua se aproximou gritando para que os envolvidos parassem.
Reações políticas e solidariedade à vítima
O caso gerou manifestações de dirigentes e parlamentares do Partido dos Trabalhadores. O deputado federal Reimont (PT-RJ) classificou a agressão como “absolutamente inadmissível e revoltante”, atribuindo o ataque a “três bolsonaristas” pela posse do adesivo de Benedita da Silva. Reimont destacou que o registro policial menciona ameaças de morte e ofensas políticas e religiosas, vendo o episódio como um reflexo de “um ódio cego que tenta silenciar quem luta por justiça social”.
A Bancada do Partido dos Trabalhadores na Câmara dos Deputados divulgou nota oficial de solidariedade, assinada pelo líder da bancada, deputado Pedro Uczai (PT-SC). Os parlamentares consideraram “inadmissível” que um cidadão seja atacado por suas convicções políticas e classificaram como especialmente grave a informação de que a agressão teria sido motivada pelo adesivo da deputada Benedita da Silva.
A própria deputada Benedita da Silva se pronunciou, prestando solidariedade a Mauro Figueiredo Rocha, identificado como integrante do PT Carioca. Ela afirmou que ele foi agredido por utilizar adesivos ligados ao seu mandato, classificando o ato como “ódio político e covardia”. A parlamentar também agradeceu ao deputado federal Lindbergh Farias pelo suporte jurídico prestado à vítima.
Fonte: G1
