Militante do PT é agredido em Copacabana após uso de adesivo de Benedita da Silva; bancada petista reage

Militante do PT é agredido em Copacabana após uso de adesivo de Benedita da Silva; bancada petista reage

PT cobra rigor na apuração de agressão a militante por motivação política no Rio de Janeiro Um militante do Partido dos Trabalhadores (PT), Mauro Figueiredo Rocha, foi agredido no último sábado (13) na Praia de Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro. Segundo o relato registrado em boletim de ocorrência, o ataque ocorreu após ele […]

Resumo

PT cobra rigor na apuração de agressão a militante por motivação política no Rio de Janeiro

Um militante do Partido dos Trabalhadores (PT), Mauro Figueiredo Rocha, foi agredido no último sábado (13) na Praia de Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro. Segundo o relato registrado em boletim de ocorrência, o ataque ocorreu após ele ser identificado por ter um adesivo da deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ), pré-candidata ao Senado, em sua bolsa. Três homens teriam sido os agressores, que, além da violência física, proferiram ameaças de morte e ofensas de cunho político e religioso.

O caso está sob investigação pelas autoridades competentes para que as circunstâncias da agressão sejam esclarecidas e os responsáveis identificados. Até o momento, não há informações sobre prisões relacionadas ao episódio. A violência contra o militante gerou forte reação da bancada petista na Câmara dos Deputados, que divulgou nota de solidariedade e exigiu apuração rigorosa.

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O Partido dos Trabalhadores classificou o ataque como “covarde” e “inadmissível”, argumentando que a posse de um adesivo político não pode justificar tamanha violência. Para a legenda, episódios como este representam um atentado à democracia e ao direito de expressão, reforçando a necessidade de um ambiente de diálogo e respeito, livre de intolerância e ódio.

PT vê ataque à democracia e cobra responsabilização

Em nota oficial, a Bancada do PT na Câmara dos Deputados, liderada pelo deputado Pedro Uczai, manifestou total solidariedade a Mauro Figueiredo Rocha. O partido ressaltou que as motivações relatadas, como ameaças de morte e ofensas políticas e religiosas, tornam o episódio “ainda mais grave e preocupante”.

“É inadmissível que, em pleno Estado Democrático de Direito, um cidadão seja atacado, ameaçado e violentado por suas convicções políticas”, afirmou a bancada, que considera a violência política uma ameaça à própria democracia. O PT enfatizou que nenhuma divergência de ideias pode justificar atos de intolerância, perseguição ou agressão, defendendo o fortalecimento da cultura do diálogo e da convivência democrática.

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Deputados reagem e exigem punição dos agressores

O deputado Reimont (PT-RJ) também se manifestou sobre o caso, classificando a agressão como “inadmissível e revoltante”. Ele destacou que o ataque se deu “pelo simples fato de carregar na bolsa um adesivo” de Benedita da Silva e que as ameaças e ofensas explícitas refletem um “ódio cego que tenta silenciar quem luta por justiça social”.

Reimont reforçou que “mexeu com um de nós, mexeu com todos nós” e que a democracia deve ser construída pelo debate de ideias, pelo respeito e pelo voto, “jamais com a barbárie”. Ele cobrou ação das autoridades policiais e da Justiça para que os responsáveis sejam identificados e punidos com o rigor da lei, afirmando que “não daremos nenhum passo atrás diante do fascismo”.

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Benedita da Silva e Marina do MST condenam o ataque

A deputada federal Benedita da Silva expressou sua solidariedade ao militante, descrevendo o ocorrido como “ódio político e covardia”. Ela agradeceu o suporte jurídico oferecido pelo deputado Lindbergh Farias.

A deputada estadual Marina do MST (PT-RJ) também condenou a agressão, classificando-a como inadmissível. Ela ressaltou que a violência política é uma ameaça à democracia e precisa ser combatida com firmeza, exigindo que os responsáveis sejam investigados e responsabilizados.

O caso em Copacabana reforça o alerta sobre a crescente preocupação com ataques motivados por divergências políticas no Brasil. A investigação policial busca apurar os fatos e garantir que crimes de intolerância política não fiquem impunes, protegendo o direito de todos à participação democrática.

Fonte: G1

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