Advogada e Chefes do TCP são Investigados por Esquema de Expulsão e Posse Ilegal de Imóveis no Rio de Janeiro

Advogada e Chefes do TCP são Investigados por Esquema de Expulsão e Posse Ilegal de Imóveis no Rio de Janeiro

Operação Policial Revela Esquema de Expulsão e Posse de Imóveis por Facção no Rio A Polícia Civil do Rio de Janeiro identificou um esquema criminoso liderado por membros do Terceiro Comando Puro (TCP) que visava a expulsão de moradores e comerciantes no entorno do Morro de São Carlos, no Estácio. O objetivo era ampliar o […]

Resumo

Operação Policial Revela Esquema de Expulsão e Posse de Imóveis por Facção no Rio

A Polícia Civil do Rio de Janeiro identificou um esquema criminoso liderado por membros do Terceiro Comando Puro (TCP) que visava a expulsão de moradores e comerciantes no entorno do Morro de São Carlos, no Estácio. O objetivo era ampliar o domínio territorial da facção através da aquisição ilegal de imóveis.

As investigações apontam que o grupo utilizava extorsão sistemática, ameaças e intimidação armada para coagir as vítimas a venderem suas propriedades por valores muito abaixo do mercado. Em um áudio obtido pela polícia, uma advogada é ouvida orientando integrantes da quadrilha sobre como contornar obstáculos legais para a posse de um imóvel pertencente a uma das vítimas do esquema.

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A Justiça determinou o bloqueio de R$ 60 milhões, além do sequestro de bens como imóveis e veículos de luxo, utilizados pela facção para ocultar seu patrimônio. Pelo menos 21 pessoas físicas e jurídicas estão sob investigação.

Método de Coerção e Aquisição Ilegal de Imóveis

O esquema criminoso operava em cinco etapas distintas. Inicialmente, a intimidação armada era empregada contra comerciantes e moradores, com a presença ostensiva de criminosos armados. Em seguida, criava-se um ambiente de medo, seguido pela coação sistemática dos proprietários.

A terceira fase consistia na venda forçada ou no abandono dos imóveis. Posteriormente, criminosos utilizavam empresas com aparência de legalidade para adquirir os bens em nome da organização. Por fim, realizavam a lavagem de dinheiro por meio dessas empresas de fachada.

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Liderança e Expansão Territorial da Facção

As investigações da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco/IE) revelaram que o esquema era comandado por chefes do tráfico do TCP. Quatro deles foram identificados: Leonardo Miranda da Silva (Léo Empada), Marcílio Cheru de Oliveira (Menor Cheru), Rafael Carlos da Silva Ferreira (Parazão) e Anderson Rosa Mendonça (Coelho).

Parazão, foragido da Justiça de Minas Gerais, é suspeito de comandar o tráfico no Morro da Mineira e coordenar a venda de armas entre Rio e Minas. Léo Empada e Menor Cheru também tiveram suas prisões decretadas e são considerados foragidos. O grupo não se limitava ao tráfico de drogas, mas expandia sua atuação para a exploração econômica de quem vive no entorno do São Carlos.

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Lavagem de Dinheiro e Venda de Armas

Empresas de fachada eram essenciais para ocultar e movimentar os recursos ilegais da facção, ligadas diretamente à cúpula do TCP. Essa estrutura fortalecia o grupo e sua expansão patrimonial. Além disso, a investigação identificou uma estrutura dedicada à venda de armas, responsável pelo abastecimento de comunidades controladas pelo TCP.

Durante a operação, foram apreendidos drogas, celulares, computadores, dinheiro e um veículo de luxo. A polícia cumriu 43 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. A ação visa combater o avanço das facções criminosas e suas expansões territoriais.

Fonte: G1

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