Soranz aciona Conselho de Ética contra vereador Marcelo Diniz após ofensas; Diniz pede desculpas

Soranz aciona Conselho de Ética contra vereador Marcelo Diniz após ofensas; Diniz pede desculpas

Daniel Soranz entra com representação no Conselho de Ética contra Marcelo Diniz O ex-secretário municipal de Saúde do Rio de Janeiro e deputado federal, Daniel Soranz, protocolou nesta quarta-feira (10) uma representação contra o vereador Marcelo Diniz (PSD) no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Municipal do Rio. Soranz também informou que pretende […]

Resumo

Daniel Soranz entra com representação no Conselho de Ética contra Marcelo Diniz

O ex-secretário municipal de Saúde do Rio de Janeiro e deputado federal, Daniel Soranz, protocolou nesta quarta-feira (10) uma representação contra o vereador Marcelo Diniz (PSD) no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Municipal do Rio. Soranz também informou que pretende tomar medidas nas esferas cível e criminal. Horas após a ação, o vereador divulgou uma nota pedindo desculpas ao deputado.

A iniciativa de Soranz surge como resposta a críticas feitas por Marcelo Diniz à gestão da Saúde no Rio. O vereador acusou Daniel Soranz de manter influência na secretaria mesmo após deixar o cargo para disputar as eleições. A representação pede a apuração de suposta quebra de decoro parlamentar, citando ofensas pessoais e discriminação.

O Diretório Estadual do PSD informou que, diante da gravidade dos fatos, encaminhará o caso à Comissão de Ética do Diretório Nacional do partido para análise da conduta do vereador Marcelo Diniz. O texto da representação sustenta que o vereador extrapolou os limites da atividade parlamentar ao proferir ofensas à honra de Soranz, com expressões como “vagabundo” e “bicha pão com ovo”, consideradas incompatíveis com a ética e o decoro parlamentar.

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Vereador Marcelo Diniz pede desculpas pelas declarações

Em nota divulgada horas após a representação de Soranz, Marcelo Diniz pediu desculpas pelas declarações feitas durante a sessão da Câmara. Ele atribuiu o uso de “expressões totalmente inadequadas e infelizes” ao “calor do debate político” e à “ânsia de defender os pontos de vista que guiam meu mandato”.

O vereador reconheceu que o tom adotado foi “desrespeitoso e totalmente incompatível com o padrão de civilidade que deve nortear as discussões no parlamento”. Diniz afirmou que em nenhum momento teve a intenção de promover discriminação, classificando os termos utilizados como um “excesso verbal impensado e um erro grave no uso da linguagem popular”. Ele reiterou o pedido de desculpas públicas e declarou o desejo de manter o debate político “focado exclusivamente no campo das ideias e no bem-estar da nossa população”.

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Origem das tensões: Críticas à gestão da Saúde

O episódio teve origem em uma sessão da Câmara Municipal realizada na terça-feira (9), quando Marcelo Diniz criticou a gestão da Saúde no Rio e acusou Daniel Soranz de continuar influenciando a secretaria após sua saída para a disputa eleitoral. Durante o discurso, o vereador mencionou a falta de medicamentos e médicos em unidades de saúde e atribuiu os problemas à condução da pasta.

Diniz também acusou Soranz de usar a estrutura da secretaria para beneficiar interesses eleitorais e afirmou que apresentaria provas de uma suposta convocação de servidores para um evento político. Ao final de sua fala, o vereador dirigiu ofensas diretas ao ex-secretário.

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Reação de Soranz e combate à violência política

Na noite de terça-feira, Daniel Soranz respondeu às declarações em um vídeo publicado nas redes sociais, classificando o episódio como “violência política”, que precisa ser combatida. Ele afirmou que não se tratava apenas de discutir política pública de saúde, mas sim de um ataque que ultrapassava a divergência política.

Soranz declarou que continuará atuando politicamente na região e que nenhum vereador o impedirá de entrar e conquistar votos no período eleitoral. Ele concluiu dizendo que “intimidação política não acontecerá e não passará num país democrático”. A representação no Conselho de Ética solicita a requisição das notas taquigráficas e da gravação oficial da sessão para apuração dos fatos e aplicação de penalidade compatível com a gravidade.

Fonte: G1

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