Ministério Público do Rio defende falência da Refit após 10 anos de recuperação judicial e aumento de dívida

Ministério Público do Rio defende falência da Refit após 10 anos de recuperação judicial e aumento de dívida

MP do Rio pede falência da Refit O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) se manifestou pela conversão da recuperação judicial da Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, em falência. A decisão ocorre após mais de uma década em processo de recuperação, com o órgão apontando a ineficácia do plano e o agravamento […]

Resumo

MP do Rio pede falência da Refit

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) se manifestou pela conversão da recuperação judicial da Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, em falência. A decisão ocorre após mais de uma década em processo de recuperação, com o órgão apontando a ineficácia do plano e o agravamento da situação financeira da empresa.

Segundo a manifestação apresentada à Justiça, o passivo fiscal da refinaria saltou de cerca de R$ 5 bilhões para aproximadamente R$ 25,7 bilhões. Essa escalada dívida é vista pelo MP como um forte indicativo da inoperância do processo de recuperação judicial em reestruturar a empresa.

O órgão também destacou a inadimplência tributária recorrente da Refit nos últimos anos. Dados apontam que a empresa deixou de recolher mais de 80% dos tributos devidos entre 2022 e 2024, caracterizando a companhia como devedora contumaz.

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Sonegação e Fraude Estruturada

O Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (Gasf), ligado ao MPRJ, citou investigações que indicam que o modelo de atuação da Refit se baseia em sonegação e fraude estruturada. Há menções a práticas de ocultação patrimonial e mecanismos que dificultam a cobrança de tributos.

Impactos Negativos e Descimplimento de Obrigações

Para o Ministério Público, a permanência em recuperação judicial tem gerado impactos negativos à ordem econômica e contribuído para o crescimento do passivo. Além disso, o documento ressalta o descumprimento de obrigações cruciais previstas no plano de recuperação, como a falta de dados atualizados sobre a dívida e a ausência de medidas concretas para quitar os débitos nos prazos estabelecidos pela Justiça.

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Parcelamentos Descumpridos e Esvaziamento Patrimonial

O MPRJ também relatou o descumprimento de parcelamentos tributários que foram condições para a manutenção da recuperação judicial. Há ainda indícios de esvaziamento patrimonial, com a retirada de bens e recursos da empresa, o que tem dificultado o pagamento dos créditos tributários devidos.

Fonte: O Globo

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