Mortes em Acidentes de Moto Disparam no Brasil com Crescimento de Aplicativos de Transporte e Entrega

Mortes em Acidentes de Moto Disparam no Brasil com Crescimento de Aplicativos de Transporte e Entrega

Expansão da Economia de Aplicativos Eleva Risco de Mortes no Trânsito para Motociclistas O Brasil registrou um alarmante aumento de 38% nas mortes envolvendo motocicletas entre 2019 e 2024, um reflexo direto da expansão da economia de aplicativos. Em cinco anos, o número de óbitos subiu de 11.182 para 15.459, com a motocicleta se consolidando […]

Resumo

Expansão da Economia de Aplicativos Eleva Risco de Mortes no Trânsito para Motociclistas

O Brasil registrou um alarmante aumento de 38% nas mortes envolvendo motocicletas entre 2019 e 2024, um reflexo direto da expansão da economia de aplicativos. Em cinco anos, o número de óbitos subiu de 11.182 para 15.459, com a motocicleta se consolidando como principal instrumento de trabalho e sustento para uma vasta parcela da população, especialmente nas regiões Norte e Nordeste do país.

Apesar de uma queda geral de 20% nas mortes no trânsito em uma década, os dados do Atlas da Violência 2026, divulgado pelo Ipea e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, apontam para uma preocupante reversão no cenário das motocicletas. Em 2014, as mortes de motociclistas representavam 28,7% do total de óbitos no trânsito; em 2024, esse índice saltou para 41,6%, com 15.459 vidas perdidas.

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A pressão por produtividade, a ausência de proteção social e as longas jornadas de trabalho expõem os trabalhadores de aplicativos a riscos letais diários. “O jovem ainda não está formado em sua capacidade de consequência e, em todas as situações, está mais exposto ao risco”, alerta Daniel Cerqueira, coordenador do Atlas da Violência. A situação se agrava com o serviço de mototáxi, que expõe não apenas o condutor, mas também o passageiro.

Motociclistas de Aplicativo: Um Grupo de Alto Risco

A dinâmica da mobilidade urbana brasileira foi alterada pela economia de aplicativos, transformando a motocicleta em um meio de vida para muitos. O estudo do Ipea e FBSP revela que a taxa de óbitos no trânsito com motocicletas em 2024 foi de 17,5 por 100 mil habitantes, inferior à de 2014 (21,9 por 100 mil), mas com uma tendência clara de crescimento rápido.

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Medidas Urgentes para Reduzir a Mortalidade

Para combater essa escalada de mortes, Daniel Cerqueira sugere medidas urgentes como a redução da velocidade, educação para o trânsito e a melhoria da infraestrutura e segurança viária. Além disso, aprimorar a gestão, fiscalização e implementar novas medidas legislativas e regulatórias são cruciais. “O uso cada vez mais intensivo da motocicleta é um desafio enorme para esses jovens. Acho que tem que ser pensada uma legislação sobre esse tema”, defende Cerqueira.

Armas de Fogo: Queda nos Homicídios, Mas Persiste a Preocupação

Em paralelo, o Atlas da Violência 2026 aponta uma redução de 8,8% nos homicídios cometidos com armas de fogo em 2024, comparado a 2023. No total, 29.870 pessoas foram vítimas de armas de fogo no país. A taxa de homicídios com arma de fogo por 100 mil habitantes caiu para 14,1, representando uma redução de 9% em relação ao ano anterior.

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Apesar da tendência de queda, as armas de fogo continuam sendo o principal meio para cometer homicídios no Brasil, respondendo por 70,1% dos casos em 2024. Oito dos dez estados com maior participação de armas de fogo em homicídios estão na Região Nordeste, com destaque para Ceará (85,6%) e Paraíba (83,9%). A pesquisa também aponta para uma “fragmentação crescente das dinâmicas da violência letal no país”.

Fonte: Agência Brasil

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