PL do Rio acumula reveses com sucessão travada, caso Master e Refit, afetando base de Flávio Bolsonaro

PL do Rio acumula reveses com sucessão travada, caso Master e Refit, afetando base de Flávio Bolsonaro

PL do Rio em crise: Sucessão, Master e Refit abalam o partido no berço bolsonarista O Partido Liberal (PL) no Rio de Janeiro atravessa um período conturbado, marcado por reveses na sucessão estadual e operações policiais que atingem figuras chave. As adversidades recentes afetam diretamente a base política do presidenciável Flávio Bolsonaro, que tem o […]

Resumo

PL do Rio em crise: Sucessão, Master e Refit abalam o partido no berço bolsonarista

O Partido Liberal (PL) no Rio de Janeiro atravessa um período conturbado, marcado por reveses na sucessão estadual e operações policiais que atingem figuras chave. As adversidades recentes afetam diretamente a base política do presidenciável Flávio Bolsonaro, que tem o estado como seu principal reduto eleitoral.

Expectativas de protagonismo na sucessão do governo estadual foram frustradas, e a operação policial deflagrada contra o ex-governador Cláudio Castro, nesta sexta-feira (data da operação, se especificada), adicionou mais um obstáculo. A situação se agrava com a revelação de conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que impacta a pré-candidatura do deputado federal.

O plano de Cláudio Castro para a sucessão, que envolvia sua própria candidatura ao Senado e a preparação de um sucessor interino para o governo, deu errado. O mandado de busca e apreensão no caso Refit, que investiga a antiga refinaria, prejudicou a tentativa do ex-governador, inelegível desde março, de disputar uma vaga no Senado. Além disso, Douglas Ruas, presidente da Assembleia Legislativa e pré-candidato do PL ao governo, não conseguiu assumir o Palácio Guanabara interinamente, contrariando as estratégias partidárias.

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Plano de Sucessão Fracassado e Interinidade Judicial

A estratégia desenhada pelo PL para a eleição de 2022 previa que Cláudio Castro renunciaria ao governo para se candidatar ao Senado, enquanto um aliado assumiria interinamente o Executivo estadual, ganhando visibilidade para a campanha. A renúncia ocorreu em março, um dia antes de sua condenação por improbidade administrativa pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No entanto, decisões judiciais, provocadas pelo PSD de Eduardo Paes, impediram que Douglas Ruas assumisse o governo interinamente.

Uma decisão liminar do ministro Cristiano Zanin, do STF, determinou que o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Ricardo Couto, permanecesse no cargo até que a Corte decidisse sobre a sucessão. A demora na análise do caso pelo STF sugere que Couto poderá permanecer no comando do Executivo até o fim do ano, evitando que o PL utilize a máquina pública em benefício de sua campanha.

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Impacto nas Pesquisas e Conexões com Casos Investigados

A falta de controle sobre a máquina estadual e a visibilidade da cadeira de governador interina, que Ruas almejava, prejudicam sua candidatura. Atualmente, Eduardo Paes lidera as pesquisas para o governo, com 40% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Ruas aparece com apenas 10%. A associação com a família Bolsonaro pode impulsionar Ruas, mas o favoritismo de Paes já gera efeitos, como o apoio de prefeitos da Baixada Fluminense.

O caso Refit praticamente inviabilizou a candidatura de Castro ao Senado. O PL busca alternativas, embora não admita publicamente. O caso também afeta Ruas, pois a estratégia de Paes é associá-lo ao governo de Castro, do qual foi secretário. Em outra frente, o caso Master levanta suspeitas sobre um aporte de R$ 1 bilhão do Rioprevidência no banco, com investigações em curso e detenções de integrantes da gestão Castro.

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Reações e Cenário Político Nacional

O líder do PL na Câmara, Sósthenes Cavalcante, minimiza os reveses, comparando-os a “altos e baixos” de qualquer campanha e à crise enfrentada pelo PT com a indicação de Jorge Messias para o STF. Ele compara o PL a “clara de ovo: quanto mais bate, mais vamos crescer”.

A revelação das conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro abala a imagem do presidenciável, que tem atuado na construção do projeto eleitoral do partido no Rio. A tentativa de minar a força do bolsonarismo no estado é estratégica tanto para Eduardo Paes na disputa estadual quanto para o presidente Lula na nacional, buscando reduzir danos em um colégio eleitoral importante onde o petista teve forte rejeição em 2022.

Fonte: G1

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