Entenda os Motivos da Saída de Cláudio Castro do Governo do Rio de Janeiro
O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, tomou a decisão de renunciar ao cargo em 23 de março de 2026. A medida ocorreu em um momento crucial, com o avanço de um julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que poderia levar à cassação de seu mandato e declará-lo inelegível.
A renúncia foi oficializada um dia antes da retomada do julgamento no TSE. Castro declarou que deixaria o Palácio Guanabara com o objetivo de concorrer a uma vaga no Senado nas eleições de 2026. No entanto, nos bastidores políticos, a manobra foi amplamente interpretada como uma estratégia para evitar uma condenação formal.
A ação no TSE analisava supostas irregularidades em contratações temporárias realizadas por órgãos estaduais, como a Fundação Ceperj e a Uerj. O Ministério Público Eleitoral sustentou que esses programas teriam sido utilizados para beneficiar aliados políticos e fortalecer a estrutura eleitoral do governo durante a campanha de reeleição em 2022.
TSE Confirma Inelegibilidade de Cláudio Castro
Apesar da renúncia, o julgamento no TSE foi concluído, e Cláudio Castro foi declarado inelegível por oito anos, com a proibição de concorrer a cargos públicos até 2030. Por 5 votos a 2, os ministros da Corte entenderam que houve abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Castro anunciou que pretende recorrer da decisão.
Crise Sucessória no Governo do Rio
A saída de Cláudio Castro gerou uma crise sucessória no estado. O vice-governador, Thiago Pampolha, já havia deixado o cargo em 2025 para assumir uma posição no Tribunal de Contas do Estado. Além disso, o então presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar, encontrava-se afastado.
Com as ausências, o comando interino do governo do Rio de Janeiro passou para o então presidente do Tribunal de Justiça do Rio, o desembargador Ricardo Couto. A situação evidenciou a complexidade da transição de poder em um cenário político instável.
Fonte: TMC
