Rio de Janeiro propõe ao STF que royalties de petróleo afetem apenas contratos futuros

Rio de Janeiro propõe ao STF que royalties de petróleo afetem apenas contratos futuros

Proposta do Rio de Janeiro busca conciliação sobre royalties de petróleo no STF O governo do Rio de Janeiro apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma proposta para a redistribuição dos royalties de petróleo. O julgamento, previsto para iniciar nesta quarta-feira (06), trata da Lei 12.734/12, que ampliou os repasses para estados e municípios não […]

Resumo

Proposta do Rio de Janeiro busca conciliação sobre royalties de petróleo no STF

O governo do Rio de Janeiro apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma proposta para a redistribuição dos royalties de petróleo. O julgamento, previsto para iniciar nesta quarta-feira (06), trata da Lei 12.734/12, que ampliou os repasses para estados e municípios não produtores em 2012, mas teve sua aplicação suspensa em 2013. Uma audiência de conciliação chegou a ser marcada, mas foi cancelada pela relatora, ministra Cármen Lúcia.

A principal sugestão do Rio de Janeiro é que a nova regra de distribuição de royalties se aplique apenas aos contratos de concessão firmados a partir da data de homologação do acordo. Com isso, os contratos já em vigor e que geram royalties atualmente não seriam afetados, preservando as receitas já estabelecidas. O objetivo é encontrar um meio-termo que atenda aos interesses de todos os envolvidos, especialmente os estados produtores que temem perdas significativas.

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A proposta visa diminuir o impacto financeiro para o Rio de Janeiro, que estima uma perda de R$ 9,9 bilhões em 2026 caso a lei de 2012 seja aplicada integralmente. Caso a aplicação seja restrita a contratos futuros, a perda estimada seria de R$ 2,3 bilhões. A medida busca equilibrar a demanda dos estados não produtores por mais recursos com a necessidade de estabilidade para os estados produtores.

Impacto em outros estados e a proposta alternativa

O Espírito Santo, outro estado produtor de petróleo, também acompanha de perto o julgamento. O governador Ricardo Ferraço (MDB) considera a mudança uma “injustiça” e tem dialogado com outros estados produtores e com ministros do STF para defender sua tese. Atualmente, royalties e participações especiais representam uma fonte de receita crucial para o estado, que em 2025 arrecadou R$ 2,42 bilhões com esses repasses.

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A Lei 12.734/12 prevê uma redistribuição significativa, reduzindo a participação da União e dos estados produtores e aumentando a fatia destinada ao Fundo especial para estados e municípios não produtores. As regras atuais e as propostas de mudança alteram a distribuição tanto dos royalties quanto das participações especiais, com impactos diretos na arrecadação dos entes federativos.

Contexto da legislação e outras propostas

A legislação atual já garante aos estados não produtores arrecadação via ICMS sobre o consumo de petróleo e gás, que é cobrado no destino. No entanto, a Lei 12.734/12 busca uma redistribuição mais direta dos royalties. Uma proposta alternativa, assinada por 20 estados não produtores e a Confederação Nacional de Municípios (CNM), sugere a validação da lei a partir de maio de 2026, sem retroatividade, mas com aplicação imediata sobre contratos vigentes.

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A proposta do Rio de Janeiro se diferencia de outras que poderiam preservar a fórmula concentrada para os contratos do pré-sal já celebrados. Esses contratos, com vigência de décadas, respondem pela maior parte da produção petrolífera brasileira. A busca por um acordo no STF reflete a complexidade e a importância econômica da questão dos royalties de petróleo para o cenário nacional.

Fonte: Estadão Conteúdo

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