Marinhas do Brasil e França realizam exercício anfíbio conjunto na costa do Rio de Janeiro

Marinhas do Brasil e França realizam exercício anfíbio conjunto na costa do Rio de Janeiro

Exercício conjunto fortalece laços e interoperabilidade naval entre Brasil e França Cerca de 1,7 mil militares da Marinha do Brasil, da Marinha Nacional da França e da 9ª Brigada do Exército Francês participaram de um adestramento de grande porte na Ilha da Marambaia, na Costa Verde do Rio de Janeiro. A mobilização faz parte da […]

Resumo

Exercício conjunto fortalece laços e interoperabilidade naval entre Brasil e França

Cerca de 1,7 mil militares da Marinha do Brasil, da Marinha Nacional da França e da 9ª Brigada do Exército Francês participaram de um adestramento de grande porte na Ilha da Marambaia, na Costa Verde do Rio de Janeiro. A mobilização faz parte da Operação Jeanne d’Arc 2026, uma missão que visa aprimorar as capacidades e o intercâmbio de experiências entre as forças navais aliadas.

A ação contou com o apoio logístico e operacional de submarinos, veículos anfíbios, aéreos e terrestres, além do imponente porta-helicópteros francês Dixmude. A presença francesa na região reforça a importância estratégica do Atlântico Sul e os interesses de segurança mútua, incluindo a proximidade com a Guiana Francesa.

Equipes da Agência Brasil e da Rádio Nacional acompanharam os últimos dias da missão no Rio de Janeiro, nos dias 27 e 28 de maio, registrando os detalhes das operações e a colaboração entre os militares. A operação conjunta é uma oportunidade valiosa para o aprendizado e a adaptação de novas táticas e tecnologias.

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Adestramento anfíbio: transição mar-terra em foco

O exercício incluiu um adestramento anfíbio na Ilha de Marambaia, com foco principal na transição do ambiente marítimo para o terrestre. As atividades simularam cenários de combate, com exercícios de tiro prático, progressão em campo minado simulado e treinamento de primeiros socorros, testando a coordenação e a eficiência das tropas em diferentes ambientes.

Intercâmbio de conhecimento e capacidades tecnológicas

O comandante do 2º Batalhão de Infantaria de Fuzileiros Navais da Marinha Brasileira, Luiz Felipe de Almeida Rodrigues, destacou a importância do intercâmbio de boas práticas, técnicas e procedimentos. “É um crescimento de todos nós, utilizando, por exemplo, o carro lagarta anfíbio, uma capacidade de um veículo blindado que sai do navio para a terra, que o francês não dispõe ainda hoje. Em contrapartida, utilizar os meios deles, com as embarcações de desembarque e com seus carros blindados.”, afirmou.

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Ele acrescentou que a missão conjunta com a França permite antecipar saberes estratégicos para as forças brasileiras. “A oportunidade de operar, com o nosso navio, o porta-helicópteros Dixmude cresce de importância para que a gente já ganhe esse know-how para a utilização de navios anfíbios.”, ressaltou.

Porta-helicópteros Dixmude: versatilidade e capacidade

O navio francês Dixmude é uma embarcação de grande porte, capaz de transportar até 650 soldados, 16 helicópteros, 110 veículos blindados e 13 tanques. Com quase 200 metros de comprimento, o navio conta com amplas instalações, incluindo hospital, capela, restaurante, academia e estruturas hoteleiras, demonstrando sua versatilidade.

O comandante do grupo francês, Jocelyn Delrieu, enfatizou a multifuncionalidade da embarcação. “Por um lado, é um navio de assalto anfíbio capaz de projetar forças do mar para a terra usando seus veículos anfíbios, mas também de fazê-lo por helicóptero. É também um navio-hospital, com recursos que ficam à disposição das Forças Armadas.”, explicou.

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Delrieu também ressaltou o legado histórico da Marinha francesa. “Há 400 anos, a Marinha francesa está presente em todos os oceanos para proteger nossos interesses e trabalhar com nossos parceiros e aliados. Esta missão, que acontece aqui no Brasil e ao redor do mundo durante cinco meses, é um exemplo da longa história.”, concluiu.

Fonte: Agência Brasil

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