Jovem Chef Carioca Celebra Reconhecimento Michelin com Culinária Inspirada no Mar
A rotina de Pedro Coronha começa antes do amanhecer, com uma profunda conexão com o mar que molda seu estilo de vida e sua culinária. Aos 29 anos, o chef carioca, morador da Barra da Tijuca, tem seu dia influenciado pelas ondas, seja pela internet ou em passeios de bicicleta até a praia, onde pratica o surf desde a infância.
Essa ligação intrínseca com o oceano é o coração do Koral, seu restaurante em Ipanema. Em apenas dois anos, o estabelecimento conquistou um lugar no prestigioso Bib Gourmand do Guia Michelin, categoria que destaca locais com excelente relação custo-benefício. Além disso, Coronha foi honrado como Jovem Chef 2026, consolidando seu nome entre os talentos emergentes da gastronomia brasileira.
O reconhecimento, anunciado em cerimônia no Copacabana Palace, pegou Coronha de surpresa. “Parecia que o meu ouvido tinha mutado, tipo noise canceling do fone”, relatou o chef, visivelmente emocionado. Desde então, o Koral tem operado com casa cheia, atraindo um público ávido pela experiência gastronômica premiada.
Caminho Afastado da Tradição Familiar
Sem qualquer histórico familiar na gastronomia, Pedro Coronha trilhou seu próprio caminho. Filho de um dentista e de uma bióloga, ele descobriu sua paixão pela cozinha ainda na adolescência, quando começou a vender palha italiana na escola, aprendendo sobre custos e lucros.
Formação e Experiências Internacionais de Destaque
Após não conseguir ingressar no Culinary Institute of America, Coronha buscou formação no Rio de Janeiro, em um curso ligado à escola Alain Ducasse. Sua carreira foi enriquecida com passagens por restaurantes renomados como o Eleven, no Rio e em Lisboa, e um estágio no mundialmente aclamado Noma, em Copenhague. No Eleven, aprimorou sua técnica com foco em ingredientes e bases clássicas, enquanto no Noma vivenciou uma rotina de alta exigência e gestão eficiente de recursos.
Identidade Leve e Carioca na Cozinha
A cozinha de Pedro Coronha é caracterizada pelo uso de peixes, frutos do mar e ingredientes frescos, refletindo o ambiente litorâneo. Ele prioriza preparos leves, com molhos claros, fundos delicados e o uso sutil de defumação para realçar acidez e frescor. A brasa também é um elemento chave, empregada de forma controlada para agregar sabor sem perder a delicadeza do prato.
O chef vê com otimismo a expansão da cena gastronômica no Rio de Janeiro, considerando a diversidade de estilos como um fortalecimento para a cidade como destino turístico e cultural. Ele valoriza o perfil informal e acolhedor do serviço carioca, que contribui para uma experiência única aos visitantes. Entre a intensidade da cozinha e a vida pessoal, Coronha mantém hábitos simples, conectado às suas origens e à proximidade com o mar.
Fonte: G1
