Frequentadores do entorno do Maracanã expressam preocupação com a segurança
Um sentimento de insegurança tem sido relatado por pessoas que utilizam as áreas próximas ao Estádio do Maracanã, na Zona Norte do Rio, para a prática de atividades físicas. Frequentadores apontam a necessidade de um reforço no policiamento, especialmente em determinados horários e locais, como a Avenida Rei Pelé durante a noite.
Jovens que frequentam a região para se exercitar destacam que a sensação de vulnerabilidade é maior, sobretudo para mulheres desacompanhadas. A percepção é que, em comparação com outras vias como a Rua Professor Eurico Rabelo, a Avenida Rei Pelé apresenta menor movimento e maior incidência de olhares que geram desconforto.
A presença policial, que já é vista como insuficiente por alguns, parece diminuir ainda mais em feriados e durante a noite. Moradores e praticantes de esportes pedem uma atenção maior das autoridades para garantir um ambiente mais seguro para todos que utilizam o espaço público no entorno do Maracanã.
Relatos de Insegurança e Dificuldades na Avenida Rei Pelé
Maria Clara, 19 anos, estudante de Direito, relata que esconde seus pertences por medo de assaltos. Ela percebe uma diferença clara entre a movimentada Avenida Eurico Rabelo e a Avenida Rei Pelé, que considera mais perigosa. “Nessa parte aqui eu volto andando mais rápido. Até com outras pessoas, os homens já ficam olhando. Sem companhia então… Eles veem uma mulher sozinha como alvo fácil”, desabafa.
Samira Santos, 22 anos, estudante de Jornalismo, corrobora a percepção de que a segurança para mulheres desacompanhadas é precária. Ela afirma que a presença de policiais, muitas vezes concentrada em frente ao estádio, diminui significativamente em feriados e no período noturno. “Aqui [Avenida Rei Pelé] tem muito pouco, só tem mais em dia de jogo. Mas assim, em feriado e quando está mais de noite, já não tem nada”, pontua.
Necessidade de Policiamento Reforçado e Dados Oficiais
O advogado Márcio Maia, 56 anos, embora se sinta seguro pela movimentação de pessoas, reconhece a carência de policiamento na Avenida Rei Pelé. “Sinto falta de policiamento nessa parte”, comenta ele, que pratica hidroginástica nas proximidades. Arthur Adayme, 18 anos, estudante de Engenharia, apesar de não sentir medo ao andar de bicicleta, acelera o passo na Avenida Rei Pelé pela falta de policiamento visível.
Em contrapartida, a Polícia Militar informou que os índices de roubos e assaltos na região apresentaram queda. Segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), entre janeiro e fevereiro deste ano e o mesmo período do ano passado, houve uma redução de 68% nos roubos a transeuntes e 19% nos roubos de veículos na área de policiamento do 6º BPM (Tijuca). A corporação ressalta que muitos crimes são cometidos por indivíduos em situação de vulnerabilidade, cujas questões transcendem a atuação policial exclusiva.
Polícia Civil e a Importância do Registro de Ocorrências
A Polícia Civil, por sua vez, declarou que sua atuação investigativa se inicia a partir do registro de ocorrências. Isso reforça a importância de os cidadãos formalizarem quaisquer crimes ou tentativas de crime que presenciem ou sofram, para que as autoridades possam atuar.
Fonte: G1
