Aliança estratégica para o governo do Rio
O Partido dos Trabalhadores (PT) aposta na candidatura de Eduardo Paes (PSD) ao governo do Rio de Janeiro como principal estratégia para impulsionar a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado. A meta é evitar a repetição do desempenho de 2022, quando Lula foi derrotado por Jair Bolsonaro no segundo maior colégio eleitoral do país.
A formalização do apoio ocorreu em reunião do diretório estadual do PT. A deputada Benedita da Silva, ex-governadora, foi lançada como candidata ao Senado na chapa de Paes. A decisão de abrir mão de um candidato próprio ao governo se deu pela ausência de nomes competitivos, especialmente em um estado considerado berço do bolsonarismo.
Benedita da Silva: Ponte com eleitorado conservador
A escolha de Benedita da Silva para compor a chapa é vista como um trunfo. Por ser evangélica e possuir uma trajetória política consolidada, especialmente nas periferias, o PT acredita que ela pode atrair votos conservadores. Em 2020, ela disputou a prefeitura do Rio, mas não avançou ao segundo turno.
A aliança também busca beneficiar Eduardo Paes, que pode conquistar o apoio de parte do eleitorado de esquerda que demonstra resistência ao seu nome. Por outro lado, o adversário, o PL, pretende associar Paes a Lula e ao PT, visando aumentar a rejeição ao candidato.
Contradições na chapa: Vice de Paes apoia Flávio Bolsonaro
Uma situação peculiar surge com a candidatura de Jane Reis, advogada e candidata a vice-governadora na chapa de Paes, que declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) na corrida contra Lula. A família Reis possui laços com a família Bolsonaro, com o irmão de Jane, Washington Reis, e Jair Bolsonaro tendo sido vereadores na mesma época.
Washington Reis, quando prefeito, cedeu um terreno para a construção do colégio militar Percy Geraldo Bolsonaro, em homenagem ao pai do ex-presidente. Jane Reis já comunicou que não participará de palanques ao lado do presidente.
Fonte: G1
