Derrubada do Elevado Trinta e Um de Março no Rio pode dar lugar a dois mergulhões e novo plano urbanístico

Derrubada do Elevado Trinta e Um de Março no Rio pode dar lugar a dois mergulhões e novo plano urbanístico

Plano ambicioso para o centro do Rio de Janeiro A Prefeitura do Rio de Janeiro estuda um projeto audacioso para o futuro do centro da cidade: a demolição do Elevado Trinta e Um de Março, um viaduto de dois quilômetros que atualmente conecta a Zona Sul à região central, transportando cerca de 80 mil veículos […]

Resumo

Plano ambicioso para o centro do Rio de Janeiro

A Prefeitura do Rio de Janeiro estuda um projeto audacioso para o futuro do centro da cidade: a demolição do Elevado Trinta e Um de Março, um viaduto de dois quilômetros que atualmente conecta a Zona Sul à região central, transportando cerca de 80 mil veículos diariamente. A proposta, parte do projeto Praça Onze Maravilha, visa revitalizar a área, incluindo o entorno do Sambódromo e bairros como Catumbi e Estácio, além da Praça da Cruz Vermelha.

A ideia central é substituir a estrutura elevada por uma moderna via expressa subterrânea, composta por dois conjuntos de mergulhões. Este plano, que prevê a conclusão em 2028, também inclui a flexibilização das regras de construção de moradias, seguindo o modelo de sucesso do Porto Maravilha. A iniciativa busca não apenas melhorar o fluxo de trânsito, mas também impulsionar o desenvolvimento urbano e imobiliário da região.

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O projeto detalha a criação de uma via expressa que começaria nas proximidades do Túnel Santa Bárbara, passando por baixo de importantes ruas e cruzando a Avenida Presidente Vargas, que também seria rebaixada. Essa intervenção visa otimizar os acessos e reduzir congestionamentos, com um dos mergulhões permitindo o tráfego contínuo até o Santo Cristo e outro facilitando o acesso à Praça da Bandeira ou à Candelária.

Novas instalações e potencial de desenvolvimento

Além da via expressa subterrânea, o projeto Praça Onze Maravilha contempla a construção de uma nova Cidade do Samba para as escolas do Grupo Especial, localizada na Avenida Presidente Vargas. Outra novidade é a Biblioteca dos Saberes, que ocupará a área do Terreirão do Samba, com projeto assinado pelo renomado arquiteto Francis Kéré. Essas novas estruturas visam enriquecer o cenário cultural e de lazer da região.

Estudos, parcerias e desafios

O conceito original da obra surgiu de análises de consultorias privadas interessadas na região, através de um Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI). Inicialmente, a proposta era manter o trânsito em nível no futuro Boulevard do Sambódromo, com apenas uma passagem subterrânea para acessos específicos. No entanto, a opção pelos mergulhões se consolidou como a alternativa viária mais promissora, segundo representantes da construtora Cury, que lidera a proposta.

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A demolição do elevado também liberaria terrenos públicos para venda à iniciativa privada, o que poderia financiar as obras. Essa etapa, contudo, depende da aprovação legislativa. Foram avaliados quatro cenários, sendo a manutenção parcial do elevado a opção considerada a pior. A diretora de Incorporação da Cury, Bruna Santini, destacou os desafios de cada cenário, enfatizando a complexidade de evitar gargalos no trânsito.

Debates e aprovações em andamento

Apesar do apoio do Executivo, o projeto enfrenta ceticismo de especialistas em urbanismo e vereadores. Questões como a precisão dos custos estimados em R$ 1,7 bilhão e a suficiência da venda de terrenos para cobrir os gastos ainda geram debate. O projeto de lei para viabilizar a obra está em tramitação na Câmara do Rio, mas a falta de informações detalhadas, como estudos de impacto e custos definitivos, tem retardado sua aprovação.

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Críticas surgiram quanto à visão de urbanismo por trás do projeto, com a sugestão de trocar um elevado por múltiplos mergulhões sendo vista por alguns como uma abordagem ultrapassada. Há também preocupações sobre o impacto visual de novas construções com até 92 metros de altura na região do Boulevard do Samba, que poderiam afetar a paisagem de bairros como Santa Teresa. O Secretário Municipal de Desenvolvimento Urbano, Gustavo Guerrante, defende que o projeto ainda pode ser modificado e que não há risco de impacto significativo em áreas protegidas.

Fonte: O Globo

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