Julgamento de Rodrigo Silva das Neves, apontado como miliciano, começou na quinta-feira e deve terminar nesta sexta.
Um diário atribuído a Rodrigo Silva das Neves, ex-policial militar e réu pela execução do bicheiro Fernando Iggnácio, revela o desespero do acusado com a descoberta de fuzis em seu apartamento. As anotações foram apresentadas durante o primeiro dia do júri popular, que teve início na quinta-feira (9) e tem previsão de término nesta sexta-feira (10).
O imóvel em Campo Grande, Zona Oeste do Rio de Janeiro, é apontado pela investigação como uma base da quadrilha. A polícia alega que Rodrigo guardou as armas usadas no crime e cedeu um carro clonado que teria sido empregado na execução.
As anotações do diário, exibidas aos jurados, datam de 17 de novembro, o mesmo dia em que os fuzis foram encontrados. A imagem de Rodrigo foi divulgada pela polícia como um dos suspeitos no dia seguinte, 18 de novembro. Conforme informação divulgada pelo G1.
Apreensão com a descoberta de fuzis
Em uma das anotações, o acusado escreveu: “Hoje o dia virou do avesso”. A página do diário com essa anotação foi exibida aos jurados.
Investigação avança com câmeras de segurança
O delegado Moyses Santana, responsável pelo caso na época, afirmou em depoimento que as investigações avançaram rapidamente com a análise de imagens de câmeras de segurança. “As imagens mostravam os 3 atiradores e o motorista. O Rodrigo era morador do condomínio onde estavam as câmeras que registraram a ação”, explicou.
Execução de Fernando Iggnácio
Fernando Iggnácio, genro e herdeiro do contraventor Castor de Andrade, foi executado em 10 de novembro de 2020, em uma emboscada no Recreio dos Bandeirantes. Ele foi alvejado por tiros de fuzil 556 ao desembarcar de um helicóptero. A morte teria sido encomendada por Rogério Andrade, sobrinho de Castor de Andrade, apontado como o maior bicheiro do Rio.
Rogério Andrade teria ordenado o crime por meio de um aplicativo de mensagens criptografadas. Em mensagens interceptadas pelo Ministério Público, ele diz: “O cabeludo é o que interessa”. Rogério Andrade segue preso e responde a um processo separado.
Rodrigo Silva das Neves foi preso em janeiro de 2021, em Canavieiras, na Bahia, onde estava escondido.
Fonte: G1
